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Diretoria do Nascer Direito

Nascer Direito nasceu do anseio de erradicar e enfrentar a violência obstétrica. Cansadas de saber que mulheres de todo o Brasil são vítimas diariamente, esse grupo de advogadas se uniu e criou o Movimento Nascer Direito. Temos um coletivo de mais de 20 advogadas e bacharéis que atuam na área.

E todo esse movimento é encabeçado por 3 advogadas que tiveram as sua experiências e lutam contra a assistência ao parto nesse modelo atual:

Ruth Rodrigues

Meu nome é Ruth Rodrigues e sou advogada há 12 anos. Há 5 anos atrás iniciei o meu caminho na humanização do parto e, após planejar um parto domiciliar em 2014, tive placenta retida e sofri Violência Obstétrica. Chegando no hospital, fui tratada mal e como louca e, todos os meus medos se concretizaram naquele momento. Após isso, estudei bastante, me capacitei e hoje trabalho com isso. Sou fundadora da página do Facebook "Precisamos falar de Violência Obstétrica" e atualmente, tenho um processo contra médicos e hospital na Justiça, além das denúncias no CRM e Ministério Público. Não sei se vou ganhar a causa, mas minha luta é para que o Judiciário saiba que Violência Obstétrica não é mimimi, trata-se de direitos fundamentais de mãe e bebê. Juntamente com a Dra. Bruna Sales, iniciamos o projeto Nascer Direito, que visa auxiliar as vítimas de Violência Obstétrica no momento da denúncia e a quem recorrer que possa instruí-las. Logo após, a Dra. Laura Cardoso nos acompanhou nesse projeto e hoje nós 3 estamos nessa luta. 

Laura Cardoso

Laura Cardoso é advogada há 6 meses. Deparou-se com a violência obstétrica quando engravidou, em 2013. Não havia rede de apoio em sua cidade e lutou muito para garantir um parto domiciliar assistido a 256km de onde morava. Após essa experiência transformadora decidiu então que sua missão era lutar para que outras mulheres pudessem vivenciar o parto como uma experiência respeitosa e linda como a sua. Uma das fundadoras do Movimento Nascer Sorrindo Pelotas, hoje atua como presidente. Pesquisa academicamente a violência obstétrica desde 2015 e fez inúmeros espaços de fala durante esses anos. Hoje está com um processo na Justiça de dano por violência obstétrica - o parto em que há cenas no documentário O Renascimento do Parto 2 - e acompanhando um processo ético disciplinar no CRM. Faz vídeos em seu ig do Instagram sobre parto humanizado e violência obstétrica, buscando disseminar informação. Sua luta é para que mulheres possam parir com respeito e para que essa discussão chegue cada vez mais ao Judiciário, sendo um tema emergente e que precisa de visibilidade nos tribunais

Bruna Sales

Bruna é advogada há 05 anos, e há 02 anos descobriu o tema HUMANIZAÇÃO em sua gestação, porém se encontrou numa “sinuca de bico” em ter que aceitar uma série de intervenções que seriam feitas por falta de respeito e atendimento aos anseios e preferências da gestante!! Graças às condições, instrução, empoderamento e toda rede que recebeu, teve seu parto tão sonhado da forma mais sublime e, desde então, decidiu lutar pelas mulheres que optaram parir de forma digna, para garantir instrução e assessoria necessária para que elas tivessem a firmeza, a confiança em si, e entender que MULHERES PODEM PARIR E BEBÊS PODEM NASCER COM TODOS OS SEUS DIREITOS. Hoje atua como Doula em Alagoas, Advogada no enfrentamento de Violência Obstétrica e Direitos de Família e Sucessões, é Diretora Administrativa da Adoal (Associação de Doulas de Alagoas) e Tesoureira da FenadoulasBR (Federação de Doulas do Brasil).